Fragmentos: Dentro da noite veloz - Ferreira Gullar

A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre. A vida muda como a flor em fruto velozmente.
A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro da boca mas quando for tempo.
E é tempo todo o tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão.


20 de set. de 2006

Manchetes da Crise


Crise do dossiê derruba Berzoini e Garcia assume campanha de Lula.

Mercadante afasta assessor por envolvimento em caso de reportagem contra Serra.

Cai diretor do BB envolvido no dossiêgate

Dinheiro do dossiê foi sacado em três bancos

Paulo Bernardo diz que dossiê é 'trapalhada colossal'

Pop Internacional III


Acepta la justicia brasileña recurso para declarar inelegible a Lula

La justicia electoral de Brasil aceptó hoy un recurso presentado por fuerzas de oposición para declarar inelegible al presidente Luiz Inacio Lula da Silva, acusado de haberse "beneficiado de actos de abuso de poder" en vísperas de los comicios del primero de octubre.
El magistrado César Asfor Rocha concedió el recurso, con lo cual "la investigación judicial contra el presidente Lula y las demás partes tendrá proseguimiento regular", informó el Tribunal Superior Electoral (TSE) en su sitio Internet.

Pop Internacional II

Clarin - Argentina
A 13 días de las elecciones en Brasil, el Gobierno trata de bajarle el tono al nuevo escándalo político

El ministro de Justicia afirmó que Lula "no cree" que su asesor personal haya comprado pruebas para acusar a sus adversarios electorales. En tanto, el candidato opositor, Geraldo Alckmin, dijo que tras este nuevo escándalo es casi seguro que habrá ballotage.

Pop Internacional I

El Pais - Espanha

Un tribunal brasileño investiga a Lula por la divulgación de datos falsos de sus opositores

La confirmación de su implicación en la trama provocaría la cancelación del registro de su candidatura a la reelección


El Tribunal Superior Electoral de Brasil (TSE) ha abierto una investigación contra el presidente Luiz Inácio Lula da Silva y los sospechosos de tramar la divulgación de un expediente con pruebas falsas contra los candidatos opositores a la jefatura del Estado y la gobernación de Sao Paulo. La Policía Federal puso al descubierto el viernes pasado un plan, tramado presuntamente por dirigentes del PT que abandera Lula, para neutralizar las candidaturas de Geraldo Alckmin a la Presidencia y de José Serra a la Gobernación de Sao Paulo.

Bode Expiatório

Eliane Cantanhêde - Folha Online - 20/09/2006

Lula escala "culpado"

O governo recorreu a uma estratégia óbvia e que não é nenhuma novidade: tirou do Planalto e jogou para o PT a culpa pela compra de um dossiê contra tucanos pela bagatela de R$ 1,7 milhão. Lula mantém o poder, mas transforma o PT na sua Geni (aquela da música do Chico Buarque).
Mantém-se, assim, o mesmo script de todos os escândalos que têm aparecido no atual governo, e que não são poucos: o Planalto leva um susto, Lula fica indignado, um ministro é escalado para falar em "armação", Márcio Thomaz Bastos entra em ação para reduzir danos e a culpa acaba sempre nas costas do partido.
No final, Lula vai amontoando cadáveres: José Dirceu, Antonio Palocci, José Genoino, Waldomiro Diniz, Delúbio Soares, Sílvio Pereira, aos quais vêm se somar, agora, Freud Godoy, que trabalha há 16 anos com Lula e com o PT, tem gabinete no Palácio do Planalto e função na campanha da reeleição, e Jorge Lorenzetti, petista desde criancinha e também linha de frente do comitê.
A diferença entre Freud e Lorenzetti é justamente o gabinete. Então, Lula, Tarso Genro, Mercadante, Ricardo Berzoini e todos os lulistas criam a tese de que Freud, na verdade, não teve nada a ver. Foi um pequeno equívoco. Quem estava metido com a compra do dossiê era mesmo o Lorenzetti. Porque um, Freud, é Lula, de Lula, de dentro do Planalto. E o outro, Lorenzetti, é PT, do PT e fora do Planalto. Então, pau no Lorenzetti e pau no PT.
Encontrado o culpado de plantão, agora é rezar para não ter que encontrar os chefes. Porque, senão, coitado do Berzoini, ou coitado do Gilberto Carvalho, secretário particular de Lula e, em tese, chefe direto de Freud no Planalto. A cabeça de um dos dois, ou dos dois, terá que ser dada de bandeja para salvar a pele do chefe Lula.
Completado o círculo, é só manter a mesma ladainha do complô das elites: da oposição, da imprensa, dos ricos. Só não dá para citar a Febraban, que essa não acha nada demais na compra de dossiês contra adversários, desde que os lucros bancários continuem como estão - na estratosfera.
É assim que a eleição passa, as pesquisas vão confirmando o favoritismo de Lula já no primeiro turno e nada muda. Só tem um detalhe. Essa história toda não acaba em primeiro de outubro e, se Lula vencer, já vai começar o segundo mandato com a classe média de cara virada, formadores de opinião enojados e um monte de cadáveres que, na verdade, não são cadáveres. São mortos-vivos. E estes sempre aparecem. Para assombrar.

Charge do Dia: Glauco

Folha de São Paulo - 20/09/2006

Clóvis Rossi: Quadrilha é pouco!

Folha de São Paulo - 20/09/2006
CLÓVIS ROSSI

Quadrilha é pouco

É o delegado de Ribeirão Preto que pede a prisão de Antonio Palocci, acusando-o, entre outras coisas, de "formação de quadrilha" por conta do episódio chamado "máfia do lixo". Quem é Antonio Palocci? Primeiro, foi coordenador de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, no lugar de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André, em crime que, segundo Luiz Inácio Lula da Silva, envolvia "gente graúda". Depois, Lula e seu partido deixaram morrer mansamente o caso, sem que ele ficasse de fato esclarecido. Depois, Palocci foi o homem forte do governo Lula, responsável pela política econômica, posição que usou para violar o sigilo bancário de um caseiro que fazia acusações contra ele e sua turma.
É também o Ministério Público que pede a prisão de Freud Godoy, recém-demitido do cargo de assessor especial do presidente Lula, pela suspeita de negociar a compra de um dossiê contra candidatos adversários, manobra que o presidente considerou "abominável". É a revista "Época" que informa que Osvaldo Bargas também ofereceu um dossiê contra adversários do PT. Quem é Osvaldo Bargas? Foi alto funcionário do Ministério do Trabalho no governo Lula e, atenção, assessor direto de Ricardo Berzoini, presidente do PT. Quem é mesmo Berzoini? Além de ter sido, como ministro da Previdência, torturador de velhinhos aposentados no processo de recadastramento, é o coordenador da campanha de Lula, como Palocci o foi em 2002. Ah, tem também Jorge Lorenzetti, misto de churrasqueiro de Lula e funcionário de um banco federal, que seria o verdadeiro responsável pela "abominação" (negociar a compra do dossiê). O procurador-geral da República foi contido ao falar em "quadrilha", na denúncia contra toda a cúpula do lulo-petismo.

Mais um na Quadrilha

Folha On line 19/09/2006 - 17h56
Ex-secretário de Berzoini é envolvido em venda de dossiê contra tucanos

O nome do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, foi envolvido na compra do suposto dossiê contra o ex-ministro da Saúde José Serra.
Nota divulgada nesta terça-feira pela revista "Época" informa que um de seus repórteres foi procurado por Oswaldo Bargas --ex-secretário de Ricardo Berzoini no Ministério do Trabalho e um dos coordenadores de campanha à reeleição de Lula. Ele queria saber se a revista tinha interesse em publicar denúncias contra "políticos de renome".
Segundo a revista, Bargas teria mencionado que o PT não tinha nada a ver com aquela denúncia e que apenas Berzoini sabia do encontro com o jornalista da revista.
Procurada pela Folha Online, a assessoria do PT informou que vai se pronunciar ainda hoje sobre a denúncia de suposto envolvimento do presidente do partido na negociação de um dossiê contra políticos do PSDB.

19 de set. de 2006

A Ética no Lixo

Terra Notícias - 19/09/2006


Polícia pede prisão do ex-ministro Antonio Palocci

O delegado seccional Antonio Valencise da Polícia de Ribeirão Preto, confirmou que pediu a prisão do ex-ministro Antonio Palocci e demais envolvidos em irregularidades no contrato de limpeza nas administrações do PT. Segundo Valencise, o pedido foi feito no relatório final do inquérito que aponta o ex-ministro e candidato a deputado federal pelo PT Antonio Palocci como o coordenador da "máfia do lixo".

As investigações abrangeram irregularidades nas gestões dos petistas Palocci (2001 a 2002) e Gilberto Maggioni (2002 a 2004) em Ribeirão Preto. A suposta fraude no contrato de limpeza pública envolveria a empresa Leão Leão e seria coordenada por Palocci. De acordo com o relatório, o rombou deixado pela fraude foi superior a R$ 30 milhões.

Na semana passada, Palocci foi apontado pela Polícia Federal como o mandante da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. No inquérito, o delegado da PF Rodrigo Carneiro Gomes, responsável pelo caso, confirma o pedido de indiciamento do ex-ministro da Fazenda pelos crimes de denunciação caluniosa, prevaricação e quebra de sigilos bancário e funcional. A soma dos quatro crimes pode dar até 15 anos de cadeia.

Formação de Quadrilha

Blog do Noblat - 19/09/2006

Diretor do Banco do Brasil se envolveu com o escândalo do dossiê contra Serra


Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil, participou ativamente da operação de montagem e de divulgação do dossiê que tenta ligar o ex-ministro da Saúde José Serra à Máfia dos Sanguessugas, responsável pelo desvio de dinheiro público para a compra e venda de ambulâncias a preços superfaturados.

Ele entrou de férias do banco no dia 29 de agosto último, segundo Felipe Recondo, repórter do blog. E desde então trabalha na campanha de Lula. Ali, não tem uma função específica. Ora recolhe informações econômicas que poderão ser aproveitadas pelo PT ou pelo candidato, ora faz trabalhos típicos de arapongas.

Na semana passada, Expedito foi despachado para Cuiabá com a missão de convencer Darci e Luiz Antonio Vedoin, chefes da Máfia dos Sanguessugas, a conceder uma entrevista à revista ISTOÉ falando mal de Serra e do seu sucessor no Ministério da Saúde Barjas Negri. A entrevista durou pouco mais de uma hora, segundo contou o próprio Expedito a um amigo.

A participação de Expedito no caso não se limitou a isso. A maioria dos documentos que os Vedoin entregaram à Justiça como parte do dossiê capaz de implodir a candidatura de Serra ao governo de São Paulo foi reunida pelo próprio Expedito. E repassada por ele aos Vedoin.

- Fui eu que investiguei tudo e montei o dossiê - revelou Expedito a esse amigo dele.

Freudgate: TSE aprova pedido para investigar Lula

Folha Online 19/09/2006 - 20h22
TSE aprova pedido para investigar Lula pelo caso do dossiê antitucano
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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu abrir investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os suspeitos de envolvimento no dossiê contra candidatos tucanos. O corregedor-geral do TSE, César Asfor Rocha, acatou nesta terça-feira o pedido protocolado no tribunal pela coligação PSDB-PFL para a apuração das denúncias que o dossiê seria vendido ao PT como forma de prejudicar as candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin.O corregedor determinou a notificação imediata do presidente Lula e dos envolvidos no episódio para que sejam informados sobre o início das investigações. O advogado de Lula minimizou a decisão e disse que ela era uma "tempestade em copo d'água". Em Nova York, Lula disse que estão querendo melar a eleição.Além de Lula, a ação protocolado pelo PSDB e PFL pede que o TSE investigue o ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, os dois envolvidos na compra do dossiê, Gedimar Pereira Passos e Valdebran Padilha da Silva, além do assessor especial da Presidência, Freud Godoy --apontado por Gedimar como o mandante da compra do dossiê.César Rocha também solicitou cópia do inquérito policial com informações sobre a venda do dossiê. O corregedor determinou à Polícia Federal que mantenha o TSE informado sobre todas as investigações realizadas na apuração do caso. Ele também pediu que a PF faça perícia no dinheiro (cerca de R$ 1,7 milhão) encontrado com Gedimar Passos no dia em que foi preso, após negociar a compra do dossiê.Segundo o corregedor, a investigação se justifica uma vez que a Lei Eleitoral determina o cancelamento do registro da candidatura ou a cassação do diploma se for comprovado abuso do poder econômico para pagamentos de gastos eleitorais.PuniçõesNo pedido, a oposição acusa o ministro da Justiça, como chefe da Polícia Federal, de ter interferido na campanha à Presidência da República ao evitar o flagrante da compra do dossiê. Segundo o PSDB e o PFL, a Polícia Federal só permitiu a exposição pública do material apreendido em Cuiabá, com fotos e DVDs de Serra e Alckmin, fazendo a ligação dos tucanos com a máfia das ambulâncias --mas evitou a divulgação de imagens de Gedimar e Valdebran com o dinheiro para a compra do dossiê.O ministro teria utilizado a máquina pública, segundo a oposição, em benefício da candidatura de Lula. Berzoini foi incluído no pedido por ser presidente do PT, apontado como o agente responsável pela compra do dossiê.Se o TSE concluir após as investigações que o presidente Lula teve participação na suposta compra do dossiê, ele pode ficar inelegível por três anos a partir da disputa de 2008. O presidente também corre o risco de perder o mandato se depois de empossado a oposição ingressar com recurso contra expedição de diploma ou com ação de impugnação do mandato, com base no resultado das investigações.

Série: Nem FREUD explica!

Correio Braziliense - 19/09/2006
Um cargo só para o amigo

Olhe com atenção para qualquer foto de Lula em campanha presidencial. Pode ser em 1989, 1994, 1998 ou 2002. São grandes as chances de que Freud Godoy apareça em um canto da imagem, com o olhar vigilante e expressão concentrada. Desde a primeira vez que Lula disputou o Palácio do Planalto, Freud tornou-se uma espécie de anjo da guarda de Lula. Mais que isso, virou amigo pessoal do presidente, companheiro de viagens, conversas e do futebol do fim de semana. Quando Lula chegou ao poder, premiou o amigo. Mandou criar especialmente para ele o cargo de assessor especial do gabinete pessoal da presidência, com o nível de DAS 5, o segundo maior salário pago no governo federal.
Em 29 de dezembro de 2002, já presidente eleito, Lula foi flagrado caminhando com o amigo Freud. O assessor tinha sala no terceiro andar do Palácio do Planalto, próxima ao gabinete do presidente Lula. Também costumava ficar no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, e o acompanhava nas viagens a São Paulo nos finais de semana. Oficialmente, era designado para cuidar da segurança da primeira-dama, Marisa Letícia.
Na prática, era um assistente pessoal e interlocutor de Lula. Além do salário, de R$ 4,8 mil, recebia auxílio moradia de R$ 1,8 mil e diárias sempre que viajava a trabalho. Entre ajudas de custo e diárias, recebeu R$ 79 mil desde que foi nomeado. A proximidade com o presidente e sua família, e também com integrantes do PT, lhe rendeu um contrato para prestação de serviços de segurança para a campanha de Lula à reeleição. A empresa de segurança de Godoy está no nome da mulher.

Série: Nem FREUD explica!

Correio Brazilense - 19/09/2006
Planalto sente o baque

O clima no palácio é de preocupação.
Lula passou o dia calado e levou a crise junto com ele para Nova York

Gustavo Krieger e Sandro LimaDa equipe do Correio

Nos últimos meses, a cada vez que a crise política apertou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou-se a Getúlio Vargas. Gosta de apresentar o ex-presidente como um exemplo de político que teria sido perseguido pelas elites. Ontem, a pelo menos dois interlocutores, fez outra incômoda analogia. “Estão querendo me arrumar um Gregório Fortunato”, reclamou, em referência ao envolvimento de seu ex-segurança e assessor especial Freud Godoy na tentativa de compra de um dossiê contra tucanos. Gregório chefiava a guarda pessoal de Vargas em 1954 e foi o mandante de uma tentativa de assassinato contra Carlos Lacerda, adversário político do presidente. Lacerda levou um tiro no pé e um de seus acompanhantes foi morto. A crise terminou com o suicídio de Getúlio. O clima no Palácio do Planalto ontem era de extrema preocupação. A coordenação da campanha à reeleição iniciou uma série de pesquisas de campanha para medir o tamanho do estrago do caso nos índices de Lula. Mas a maior preocupação é com a possibilidade das investigações do caso levarem a crise ainda mais perto do presidente. Além de Freud Godoy, outro envolvido no caso era freqüentador do Palácio da Alvorada. O petista Jorge Lorenzetti, que coordenava um núcleo de inteligência na campanha (leia abaixo) foi o “churrasqueiro” em vários almoços promovidos por Lula na residência oficial.

Eleições 2006

Do Diário do Amapá, hoje:

"O Ministério Público Eleitoral no Amapá ajuizou ontem representação por captação ilícita de sufrágio (compra de votos) e condutas vedadas aos agentes públicos em campanha eleitoral (uso da máquina pública) contra o governador e candidato à reeleição Waldez Góes (PFT), pedindo a condenação na pena de multa e cassação do registro ou diploma, pelo mesmo ter incidido nos arts. 41-A e 73, incisos I e III, da Lei nº 9.504/97 (lei das Eleições), segundo o MPE.

Em sua campanha, Waldez teria promovido nos dias 14 e 27 de agosto "almoçomícios" - misto de almoço e comício - em que houve, segundo a denúncia, farta distribuição de refeições consistentes em feijoada, arroz e farofa, acompanhada de refrigerantes.

Os almoçomícios foram realizados em áreas da periferia de Macapá, atraindo uma multidão de pessoas humildes, adultos e crianças, os quais naqueles dias tiveram, em troca do voto, garantidos seu almoço e de sua família em decorrência da prática assistencialista —na avaliação do MPF."

18 de set. de 2006

Frase do Dia!

Agora, a única frustração que eu tenho é que os ricos não estejam votando em mim. Porque eles ganharam dinheiro como ninguém no meu governo.

Lula, em entrevista publicada na Folha de São Paulo.

No Brasil até Freud se avacalha!

Assessor de Lula pede demissão após caso do dossiê anti-Serra

EPAMINONDAS NETO da Folha Online

Freud Godoy, que teve seu nome envolvido no episódio da suposta compra de um dossiê contra o ex-ministro José Serra, disse por telefone para a Folha Online que já enviou seu pedido de demissão do cargo de assessor especial da Secretaria Particular do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seu nome teria sido citado por Gedimar Pereira Passos como o suposto responsável por repassar recursos para a compra do dossiê anti-Serra. "Eu não tenho nada a ver com isso, absolutamente nada", afirmou. "Faz uns 40 minutos que eu enviei um e-mail para o gabinete do Gilberto Carvalho [chefe do gabinete de Lula] com meu pedido de demissão", afirmou.

Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul



Irregularidades em série

André Puccinelli, candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, é acusado de superfaturar obras e dirigir licitações

Lúcio Vaz Enviado especial - Campo Grande (MS)

Com chances de ser eleito governador do Mato Grosso do Sul já no primeiro turno, como indicam as pesquisas eleitorais, o ex-prefeito da capital André Puccinelli (1997-2004) fez uma administração marcada por muitas obras e por denúncias de irregularidades. Compra de votos, empresários laranjas “tocando” obras públicas, superfaturamento e direcionamento de licitações estão registrados em depoimentos de testemunhas ao Ministério Público Federal e à Justiça, em auditorias da Controladoria Geral da União (CGU) e até em fita de vídeo. Na urbanização do Córrego Bandeira, a CGU apontou um sobrepreço de R$ 3,9 milhões, além de sub-rogação ilegal de contrato e fuga ao procedimento licitatório. Durante quase um ano, parte da obra foi tocada por uma empresa que estava em nome de dois garis, a Engecap, controlada por Éolo Ferrari. O contrato foi cancelado, mas os garis assumiram dívidas no valor de R$ 4 milhões.
Situação semelhante é narrada pela empresária Marinês Bertagnilli, ex-mulher do empreiteiro João Amorim, em medida cautelar que moveu na Justiça, em 2003, para recuperar documentos da empresa MBM Construções, que executou diversas obras da prefeitura. Marinês também foi usada como “laranja” e herdou dívida com o INSS no valor de R$ 985 mil. Segundo ela, Éolo e Amorim, “ao que parece, têm por costume manter empreiteiras em nome de terceiros, destinadas a se beneficiar de licitações públicas do atual governo municipal, com cujo prefeito mantêm estreitos laços de amizade pessoal, já que esse último foi inclusive tesoureiro das duas campanhas do prefeito André Puccinelli”.

Link para a reportagem completa no Correio Braziliense - para assinantes

Charge do dia



Folha de São Paulo - 16/09/2006

Freud: o Gregório Fortunato do PT

O Estado de São Paulo - 16/09/2006
Preso diz à PF nome de petista que mandou comprar dossiê de Vedoin

Advogado revela que 'Froude' ou 'Freud' o escalou para pagar R$ 1,75 mi por papéis contra candidatos tucanos

Sônia Filgueiras, , Vannildo Mendes, , Ana Paula Scinocca


O advogado Gedimar Passos deu, em depoimento à Polícia Federal (PF) de São Paulo, o nome da pessoa do PT que teria sido a responsável pela operação de compra do dossiê contra os candidatos do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, e à Presidência, Geraldo Alckmin, e o ex-ministro da Saúde, Barjas Negri, também tucano. Gedimar declarou que foi a mando de um homem chamado 'Froude' ou 'Freud' que recebeu a missão de pagar R$ 1,75 milhão por documentos e informações sobre o suposto envolvimento dos políticos no esquema de venda de ambulâncias superfaturadas.Segundo ele, consta que o mandante da operação seria dono de uma empresa de segurança 'no (eixo) Rio de Janeiro/SP'. Ele também afirmou que não sabe dizer se 'Froude' ou 'Freud' tem influência no PT, mas a polícia já trabalha na identificação do responsável. Há pistas que apontam para Freud Godoy, atual assessor do Gabinete da Presidência e ex-coordenador de segurança das quatro campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. É uma espécie de fiel escudeiro do presidente desde a década de 80. Segundo informações de funcionários do Diretório Nacional do PT de São Paulo, Freud é sócio de uma empresa de segurança que presta serviços ao partido. Ele foi procurado, mas não foi localizado ontem pelo Estado (leia ao lado).Gedimar e o empresário petista Valdebran Padilha foram presos na sexta em São Paulo com R$ 1,75 milhão, em notas de real e dólar. Eles estavam em um hotel da zona sul e tinham agendado encontro com Luiz Antônio Vedoin e o tio dele, Paulo Roberto Trevisan, que teriam dossiê supostamente capaz de relacionar Serra e Alckmin com a venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras. Vedoin é dono da Planam, empresa que vendia os veículos e era o pivô do chamado esquema dos sanguessugas.Os dois deveriam verificar a autenticidade do material. Num depoimento prestado anteontem, eles contaram que o dinheiro para adquirir o dossiê veio de um representante do PT de São Paulo. Gedimar também descreve os dois emissários do PT que teriam entregado o dinheiro destinado ao pagamento pelo dossiê. Segundo o advogado, o primeiro R$ 1 milhão ele recebeu de um desconhecido no estacionamento do hotel onde estava hospedado na véspera de ser preso. O restante, de uma pessoa que se identificou como 'André'.Ainda conforme o depoimento do advogado, o PT teria tido dificuldades de levantar o dinheiro. Assim, teria trazido para a operação um órgão de imprensa que teria exclusividade na divulgação do material. O mesmo dossiê também seria entregue por Vedoin à Justiça Federal de Mato Grosso. No dia 14, o advogado do empresário protocolou na Justiça do Estado todos os documentos relacionados ao suposto envolvimento de um empresário ligado a Barjas, hoje prefeito de Piracicaba (SP), no esquema.

Link para a reportagem completa

Série: Dinheiro na mão é vendaval

Folha de São Paulo - 18/09/2006
Entrevista contra Serra foi paga pelo PT, afirma preso

Detido por negociar dossiê, advogado diz que partido dividiu custos com revista
À PF, Gedimar Pereira Passos disse ter sido "contratado" pela Executiva Nacional do PT para negociar compra de dados da família Vedoin

RENATA LO PRETE EDITORA DO PAINEL

O advogado e ex-policial federal Gedimar Pereira Passos, preso sexta-feira em São Paulo, afirmou à PF que foi "contratado pela Executiva Nacional do PT" para negociar com a família Vedoin a compra de um dossiê contra os tucanos, e que do pacote fez parte entrevista acusando José Serra de envolvimento na máfia sanguessuga.Em seu depoimento, ao qual a Folha teve acesso, Gedimar declarou ter entregue R$ 1 milhão do total que seria pago aos donos da Planam (cerca de R$ 1,7 milhão) a Valdebran Padilha da Silva, intermediário da família no negócio, "no momento em que foi iniciada a entrevista entre os Vedoin e a imprensa" em Cuiabá (MT).Os Vedoin, de acordo com Gedimar, pediram inicialmente R$ 20 milhões por "informações graves" que envolveriam "não só políticos de outros partidos, mas também do próprio PT", e referentes "não apenas ao caso sanguessuga". O valor, entretanto, "estava fora do alcance do partido".
A negociação teria prosseguido até baixar a R$ 2 milhões. Como mesmo essa quantia foi considerada elevada, o PT, segundo Gedimar, ofereceu "a uma importante revista de circulação nacional sociedade na compra das informações".
Ele disse não saber se a revista seria "IstoÉ" que na sexta-feira chegou às bancas com entrevista exclusiva em que Luiz Antonio Vedoin acusa Serra-, "Época" "ou mesmo um grande jornal de São Paulo".Gedimar contou à PF que "houve um acordo entre o PT e o órgão de imprensa" e que chegaram a reunir "pouco menos de R$ 2 milhões".Segundo o depoimento, "ficou acertado que uma equipe de jornalistas se deslocaria até Cuiabá para realizar entrevista exclusiva com os Vedoin", que na ocasião apresentariam "um arsenal de documentos".
Os papéis, diz Gedimar, foram mostrados aos jornalistas, mas ficaram com Vedoin, pois "só seriam entregues mediante pagamento". As informações, no entanto, se revelaram decepcionantes. Resumiam-se "a fatos já de conhecimento da sociedade em geral, de pouca importância para o PT e para o órgão de imprensa".
 
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