Gestão Serra gastou R$ 108 milhões com ‘cartões’
Blog do Josias de Sousa
Aos pouquinhos, a farra dos cartões governamentais vai se transformando numa encrenca suprapartidária. Iluminando-se os subterrâneos financeiros da gestão de José Serra no governo de São Paulo, descobre-se que o tucanato comparece à encrenca dos cartões em posição nada confortável.
Notícia veiculada pela Folha nesta sexta-feira (8) informa que, em 2007, o governo paulista torrou notáveis R$ 108.384.269,26 em dinheiro de plástico, chamado em São Paulo de "cartão de débito". É uma quantia bem mais vistosa do que os R$ 78 milhões que os cartões corporativos federais despejaram no mercado durante o ano passado.
Há em São Paulo 42.315 cartões. De novo, muito mais do que o congênere federal: oficialmente, a CGU (Controladoria-Geral da República) diz que somam 7.145 os funcionários autorizados a portar os cartões federais. Extra-oficialmente, estima-se que o número de cartões passa de 11 mil.
Há mais: sob Serra, também se utiliza o cartão financiado com verba pública para efetuar saques na boca de caixas eletrônicos. Procedimento vivamente desaconselhado pelo TCU. Do total gasto em São Paulo no ano de 2007, 44,58% deixou o erário na forma de saques. Coisa de R$ 48,3 milhões. Na esfera federal, os saques somaram 75,26% do total.
Há pior: na administração tucana, a transparência é menor, muito menor, diminuta. As despesas com cartões só estão disponíveis no sistema informatizado que serve aos deputados na Assembléia Legislativa de São Paulo. Em Brasília, a maior parte dos dados encontra-se ao alcance de qualquer brasileiro no chamado Portal da Transparência.
O governo de São Paulo tampouco está imune aos gastos de aparência exótica. Por exemplo:
Em 28 de julho de 2007, um dos cartões da administração paulista deixou R$ 597 na Spicy, uma conhecida loja de acessórios chiques para cozinha. O que foi comprado? Os computadores da Assembléia não trazem a informação. Limita-se a anotar a saída do numerário, num item batizado de "despesas miúdas e de pronto pagamento".
Em 4 de abril do ano passado, pagou-se com um cartão do governo de São Paulo R$ 977 na loja de presentes Mickey. De novo, "despesas miúdas e de pronto pagamento".
Em 11 de maio de 2007, foram à caixa registradora de uma churrascaria paulistana R$ 6.500. Despesa realizada com um cartão da Secretaria de Segurança.
8 de fev. de 2008
Raposa tomando conta de galinheiro?

Funcionários da CGU usam cartão corporativo em drogarias e lavanderias
TALITA BEDINELLI da Agência Folha
As informações estão disponíveis no Portal da Transparência, mantido pelo próprio órgão, e se referem a faturas pagas durante 2007. Os três funcionários da CGU com cartões corporativos --todos da Coordenação-Geral de Planejamento e Orçamento, em Brasília-- gastaram juntos R$ 22.115,81.
O campeão de uso foi o técnico de finanças e controle Anastácio Aguiar, com faturas no total de R$ 15.169,06. Parte da verba foi utilizada para pagar três contas em lavanderias, com o valor total de R$ 155. O funcionário também pagou R$ 210 à Vivo S/A e efetuou 27 saques no total de R$ 5.719.
O também técnico de finanças e controle André Medeiros usou R$ 6.159,75 em drogarias, lojas de eletrônicos e papelarias, entre outros gastos. George Maraschin, assessor da CGU, gastou R$ 787 com o cartão, apenas em saques.
O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage Sobrinho, disse anteriormente que o uso do cartão corporativo em Brasília deve ser restrito a pequenas quantias imprescindíveis e emergenciais. Ontem, a assessoria do órgão disse que não poderia falar especificamente sobre cada gasto de seus funcionários porque, antes, teria que verificar as notas fiscais.
Aguiar disse à Folha que as contas nas lavanderias se referiam à lavagem de toalhas de mesa usadas pelo gabinete de Hage Sobrinho. Quando questionado sobre os outros gastos, Aguiar afirmou que as explicações sobre os gastos dos três funcionários seriam dadas apenas pelo coordenador-geral de Planejamento e Orçamento, Giovanni Cândido Dematte.
O coordenador disse que somente a assessoria de imprensa do órgão poderia comentar. A assessoria afirmou que não existem toalhas no gabinete do ministro e que as lavanderias foram usadas para lavar jalecos de médicos e enfermeiras de um posto médico que foi montado dentro do prédio da CGU.
O órgão disse ainda que o dinheiro retirado nos saques é usado normalmente para ressarcir funcionários que tiveram despesas urgentes, como trocas de pneus e de óleo de carros usados em trabalho, por exemplo. A assessoria disse que ontem não poderia falar sobre cada gasto especificamente porque, antes, teria que verificar todas as notas fiscais.
O órgão afirmou que está reduzindo os gastos com o cartão corporativo a cada ano. Em 2006, foram usados R$ 30.268, sendo R$ 12.827 em saques.
Já durante o ano passado o valor baixou para R$ 22.875, sendo R$ 8.300 em saques.A CGU disse ainda que os cartões corporativos permitem um maior controle dos gastos feitos pelo governo federal. De acordo com a controladoria, eles substituíram a antiga conta B --que ainda existe.
Farra dos Cartões Coorporativos - Até o Zé Dirceu!
Suspeita atinge cartão usado para alugar carro de Dirceu
Revista Época
Revista Época
Notas fiscais fraudadas, indícios de superfaturamento e um sem número de empresas encalacradas com o Fisco - algumas suspeitas de não passarem de firmas de fachada. Uma minuciosa investigação levada a cabo por auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) nos gastos secretos da Presidência da República - todos eles bancados pelos agora famosos cartões de pagamento do governo federal - revela um amontoado de irregularidades com potencial para abastecer por um bom tempo a comissão parlamentar de inquérito a ser instaurada no Congresso Nacional para investigar suspeitas de fraude no uso dos cartões.
ÉPOCA teve acesso ao relatório da auditoria e a um punhado de notas fiscais até então mantidas sob absoluto sigilo. Algumas delas, emitidas entre 2002 e 2005, referem-se à locação de carros blindados para servir ao ex-todo-poderoso José Dirceu de Oliveira e Silva, ministro da Casa Civil da Presidência até junho de 2005, quando perdeu o posto, na esteira do escândalo do mensalão. Foram emitidas pela desconhecida Renaro Locação de Veículos, supostamente sediada no bairro Santa Paula, em São Caetano do Sul (SP). Os valores variam. Uma das notas chega a R$ 4.362,21. É referente ao aluguel de dois carros para servir ao então ministro por um período de três dias, incluindo sábado e domingo, em abril de 2004. À primeira vista, de questionável aí só haveria a mordomia de Dirceu à custa dos cofres públicos. Mas há mais que isso. A tal Renaro simplesmente não existe no endereço informado na nota fiscal. Os técnicos do TCU sugeriram ao Ministério Público Federal que quebre o sigilo da empresa para averiguar o destino final do dinheiro pago pelo Planalto à empresa - com cartão corporativo e sob o manto do segredo.
Em nota a Época, Dirceu nega envolvimento no episódio. "Nada tenho a ver com isso. Nunca tive conhecimento do fato, até porque a Secretaria de Administração da Presidência da República é que faz todos - repito, todos - estes procedimentos administrativos. Informo, ainda, que como ministro-chefe da Casa Civil nunca utilizei cartão corporativo (leia abaixo a íntegra da nota)".
10 de nov. de 2007
A pergunta que não quer calar!
9 de nov. de 2007
8 de nov. de 2007
Depois de 72 dias, STF publicará acórdão do "mensalão"
Do Blog do NoblatDepois de 72 dias, STF publicará acórdão do "mensalão"
Amanhã, 72 dias após os 40 indiciados no esquema do mensalão terem ido parar no banco dos réus, será publicado no Diário da Justiça o acórdão do julgamento que durou cinco dias. A informação é do próprio Supremo Tribunal Federal (STF).
Até então, tudo continuava na mesma. Sem o acórdão publicado, o processo não tinha como andar. Só agora poderá começar a fase das oitivas – a mais demorada. Será a vez de escutar cada um dos réus e das testemunhas. Estima-se, ao todo, mais de 300 interrogatórios.
O ministro Joaquim Barbosa, relator do caso, não vai ouvir todo mundo sozinho. Pedirá ajuda, por meio de cartas de ordem, a juízes de cidades onde moram os réus e as testemunhas.
Para a publicação do acórdão foi preciso ser elaborado, pelo relator, uma espécie de resumo do caso. Além disso, cada um dos demais ministros precisou revisar as notas taquigráficas – que trazem tudo o que foi dito em plenário.
O acórdão confirma os pontos da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que foram recebidos pela Corte no final de agosto.
Há duas semanas, o ministro Joaquim Barbosa disse ao blog que já havia concluído sua parte desde o dia seis de outubro. A demora se deu na revisão dos votos por parte dos demais ministros.
Na época do julgamento, criou-se um alvoroço em torno do recebimento da denúncia. A sociedade vibrou com a atitude dos ministros, mesmo consciente de que a decisão não representava condenação alguma.
A essa altura, a demora na publicação do acórdão é o suficiente para muitos já terem perdido a esperança.
Amanhã, 72 dias após os 40 indiciados no esquema do mensalão terem ido parar no banco dos réus, será publicado no Diário da Justiça o acórdão do julgamento que durou cinco dias. A informação é do próprio Supremo Tribunal Federal (STF).
Até então, tudo continuava na mesma. Sem o acórdão publicado, o processo não tinha como andar. Só agora poderá começar a fase das oitivas – a mais demorada. Será a vez de escutar cada um dos réus e das testemunhas. Estima-se, ao todo, mais de 300 interrogatórios.
O ministro Joaquim Barbosa, relator do caso, não vai ouvir todo mundo sozinho. Pedirá ajuda, por meio de cartas de ordem, a juízes de cidades onde moram os réus e as testemunhas.
Para a publicação do acórdão foi preciso ser elaborado, pelo relator, uma espécie de resumo do caso. Além disso, cada um dos demais ministros precisou revisar as notas taquigráficas – que trazem tudo o que foi dito em plenário.
O acórdão confirma os pontos da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que foram recebidos pela Corte no final de agosto.
Há duas semanas, o ministro Joaquim Barbosa disse ao blog que já havia concluído sua parte desde o dia seis de outubro. A demora se deu na revisão dos votos por parte dos demais ministros.
Na época do julgamento, criou-se um alvoroço em torno do recebimento da denúncia. A sociedade vibrou com a atitude dos ministros, mesmo consciente de que a decisão não representava condenação alguma.
A essa altura, a demora na publicação do acórdão é o suficiente para muitos já terem perdido a esperança.
Para uma apuração que seria célere e levam 72 dias para publicar um Acórdão, imagina-se quanto tempo para finalizar o julgamento. Vão esperar a prescrição para dizer que lamentam muito, mas estão abarrotados de processos?
CPI MSI/Corinthians é arquivada no Congresso
TEIXEIRA VIRA "CULPADO"
Os dois maiores mentores na tentativa de criação da CPI mista que investigaria as irregularidades do futebol brasileiro, o deputado Silvio Torres (PSDB-SP) e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), apontaram um único culpado pelo fracasso da coleta de assinatura na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira: o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. "Foi claramente uma pressão muito forte da CBF. Como o Ricardo Teixeira está no comando das decisões da Copa de 2014, ele pôde pressionar os deputados, governadores, prefeitos, que estão esperando a decisão da sede e outros eventos que são relacionados à Copa de 2014: Copa das Confederações e até eliminatórias da Copa de 2010", afirmou o deputado Torres.
Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), a Confederação Brasileira é uma das culpadas pelo fracasso da tentativa. "A CPI não foi criada em virtude de alguns parlamentares terem se submetido a indevidas pressões de cartolas e de dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)", disse ele à Agência Senado.O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, por meio do assessor de imprensa, Rodrigo Paiva, afirmou ao UOL Esporte não ter nada a comentar sobre as acusações feita pelos congressistas.Há quase 10 dias, a CPI mista (Câmara e Senado) foi protocolada no Senado pelos tucanos Álvaro Dias e Sílvio Torres (deputado, SP). Naquela época, dia 30 de outubro, os dois parlamentares tinham a assinatura de 38 senadores e 209 deputados. Para a abertura da CPI são necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores.Nesta quinta-feira, o problema foi o apoio na Câmara. Apenas 168 assinaturas foram registradas. Já no Senado, houve folga e 39 parlamentares apoiaram a abertura da Comissão destinada a investigar denúncias de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e crimes contra a ordem tributária nos clubes de futebol brasileiros.
A Copa do Mundo de 2014 no Brasil está concedendo imunidade a todos os ladrões que assolam o futebol brasileiro! Lembram do PT e do Aldo Rebelo que tanto se empenharam pela CPI da Nike? Agora estão juntos com o Ricardo Texeira empenhados em evitar qualquer investigação séria sobre os cartolas brasileiros.
1 de jun. de 2007
QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

O Senador José Sarney, posando de democrata, escreve artigo hoje na Folha de São Paulo, condenando a não renovação da concessão da rede de tv venezuelana RCTV e em defesa da imprensa livre.
Sem entrar no mérito do fato em si, queremos lembrar que em todo o período da ditadura militar, de quem ele foi um grandes aliados e beneficiário, o Senador nunca se pronunciou quando do fechamento de jornais, da implantação da censura prévia aos meios de comunicação e do assassinato de jornalistas nos porões do regime militar.
Agora vem pousar de vestal da democracia, confiando na falta de memória do povo brasileiro ou, simplesmente, como mero exercicio de cara-de pau
1 de nov. de 2006
Quem te viu e quem te vê ou O teu passado não mais te condena
Do Blog do Noblat - 1º/11/2006A um passo da reabilitação
Certo dia, quando Delfim Neto ainda era o todo-poderoso xerife da economia durante o regime militar inaugurado em 1964, o então líder sindical Djalma Bom, da turma de Lula em São Bernardo do Campo, saiu-se com esta diante de uma assembléia de operários:
- Aquele gordinho sinistro diz que a gente é comunista. Mas vocês sabem quem é comunista? Comunista é ele.
Foi delirantemente aplaudido.
Delfim está a um passo de ser reabilitado por aqueles que o chamaram no passado de cérebro da direita, comunista e outras cositas mais.
Sob o manto do PP de Paulo Maluf, ele sempre se elegeu deputado federal por São Paulo.
Até que teve a má idéia de se mudar para o PMDB - e acabou derrotado na última eleição.
Djalma Bom já o perdoou. E Lula não o deixará na mão.
No momento, Delfim está mais cotado para o cargo de assessor especial de Lula do que de ministro.
Mas poderá emplacar como ministro da Agricultura, sim.
Ele e o ex-ministro Antonio Palocci funcionam como conselheiros informais de Lula em matéria de política econômica.
Palocci conta a Lula o que ouve por aí entre empresários e banqueiros. Delfim formula idéias.
Link para o Blog do Noblat
PF investiga Caixa 1. E o Caixa 2?

PF devassa campanhas
Doadores de Lula e Mercadante serão investigados pela polícia, que procura origem do dinheiro para dossiê contra tucanos
A Polícia Federal investigará a movimentação financeira de doadores de campanha do PT atrás de pistas sobre a origem do dinheiro que seria usado por petistas para a compra do dossiê contra os tucanos. Os policiais querem identificar se, em nome dos financiadores de candidatos da legenda, existem transações atípicas de onde possam ter saído os recursos — ou parte deles — para bancar o material que comprometesse integrantes do PSDB com a máfia dos sanguessugas.
A nova frente de apuração se concentrará nos doadores de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Aloizio Mercadante, candidato derrotado ao governo de São Paulo. Até agora, os envolvidos com a negociação do dossiê eram ligados ao comitê de um e do outro. Trabalhavam para Lula Jorge Lorenzetti, encarregado de coordenar o núcleo de análise de risco e mídia do comitê; Osvaldo Bargas, ex-secretário-executivo do Ministério do Trabalho e que ajudou a escrever o programa de governo do presidente reeleito; e Expedito Veloso, também envolvido na campanha. No caso de Aloizio Mercadante, quem se envolveu no episódio foi Hamilton Lacerda, seu ex-coordenador de comunicação. A polícia apontou Lacerda como o “homem da mala”, suspeito de ter entregue a Valdebran Padilha e Gedimar Passos o dinheiro que seria repassado ao empresário Luiz Antônio Vedoin em troca do dossiê. Os dois foram flagrados pela PF em um hotel da capital paulista, no dia 15 de setembro, com cerca de R$ 1,75 milhão (R$ 1,1 milhão e US$ 248,8 mil).
A PF terá acesso, a partir de hoje, à lista de doadores de campanhas petistas. É que venceu ontem o prazo para que os candidatos que concorreram apenas no primeiro turno, caso do senador Aloizio Mercadante, apresentassem aos tribunais regionais eleitorais nos estados a prestação de contas, com a indicação de contribuintes e respectivos valores. Os dados são públicos. O comitê do presidente Lula terá até o dia 29 para entregar à Justiça Eleitoral o balanço entre receitas e despesas.
Dinossauros atacam novamente
Folha de São Paulo - 01/11/2006PF intimidou jornalistas, diz revista "Veja"
Publicação vê abusos e distorções em depoimento de profissionais na sede da polícia, que nega qualquer irregularidade
Repórteres foram inquiridos pelo delegado do caso sobre as vinculações partidárias e o posicionamento político da revista e de seus editores
Após o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva ter afirmado que pretende mudar seu relacionamento com a imprensa, três repórteres da revista "Veja" afirmaram ontem terem sido intimidados, pressionados e constrangidos pelo delegado da PF paulista Moysés Eduardo Ferreira. Chamados a depor na condição de testemunhas, como autores de uma reportagem sobre supostas ilegalidades cometidas por policiais federais, tiveram de responder sobre o posicionamento político da revista e supostas filiações partidárias. Os depoimentos ocorreram um dia depois de jornalistas terem sido hostilizados por militantes petistas em Brasília, na chegada do presidente ao Palácio da Alvorada. O presidente nacional do PT, Marco Aurélio Garcia, ao comentar o episódio, disse que a imprensa deveria fazer uma "auto-reflexão" sobre a forma com que havia noticiado o escândalo do mensalão. Após o segundo turno, Lula falou mais de uma vez que pretende melhorar seu relacionamento com os jornalistas.
Link para a reportagem completa: Assinantes da Folha de São Paulo
27 de out. de 2006
Aparecem aloprados do PSDB
Blog do Josias de SouzaPF desmascara falsa testemunha no dossiêgate
Agnaldo Henrique Lima, um padeiro apresentado ontem como o “laranja” que teria levado R$ 250 mil para o petista Hamilton Lacerda, foi desmascarado pela Polícia Federal nesta sexta. Descobriu-se que ele prestou falso testemunho. Será indiciado por “falsidade ideológica”.
Antes de ser contatado pela PF, o falso “laranja” havia procurado jornais da região de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Chegou a gravar entrevistas afirmando que teria levado dinheiro para Lacerda, ex-assessor de Comunicação da campanha de Aloizio Mercadante, candidato derrotado ao governo de São Paulo.
Interrogado, o sujeito disse que recebera um depósito de R$ 80 mil em sua conta bancária. Depois, teria recebido mais 170 mil reais de seu patrão, Luiz Silvestre. De acordo com a sua versão, agora desmontada, ele havia juntado todo o dinheiro e rumado para São Paulo, para encontrar Hamilton Lacerda.
A PF verificou que a alegada movimentação financeria do denunciante não batia com os dados disponíveis no banco. Descobriu-se, de resto, a presença de uma tucana na tuba. A PF informa que o falso denunciante foi levado à mídia mineira por Rosely Souza Pantaleão. Vem a ser secretária-executiva do PSDB local. A moça alega que, assim como a PF, também ela foi enganada por Agnaldo Henrique. Huuuummmm! Então, tá!
Do Blog do Claúdio Humberto
Extra! Extra!Cartilhas: Lula é réu em ação popular
O juiz Marcos Augusto de Sousa, da 2ª Vara Federal, de Brasília, determinou nesta quinta-feira a citação do presidente Lula e de mais 20 pessoas e empresas acusadas, em ação popular, pelo desvio de R$ 12,5 milhões das cartilhas da Secretaria de Comunicação da que nem sequer teriam sido impressas.
A citação será feita por Oficial de Justiça ou por cartas precatórias, dependendo do caso. O autor é Vinícius Rodrigues Bijos e o advogado é seu pai, Jairo Rodrigues Bijos, residentes em Taguatinga (DF). A ação popular pede também a “declaração de nulidade de ato lesivo ao patrimônio”, revogação e anulação de ato administrativo e a nulidade dos contratos referentes às tais cartilhas.
Além de Lula, são processados na Justiça Federal o ex-ministro Luiz Gushiken (Secom), doze funcionários do governo Lula, as agências de propaganda Matisse e Duda Mendonça, as empresas Web Editora Ltda, Editora Gráficos Burti Ltda, Pancrom Indústria Gráfica Ltda, Kriativa Gráfica e Editora Ltda, Takano Editora Gráfica Ltda, além de Cid Marques Faria.
Quadrilha S/A
Folha de São Paulo - 27/10/2006Painel
Renata Lo Prete - painel@uol.com.br
Sociedade anônima
O Planalto e a Polícia Federal já sabem que a trama abortada quando foram presos os dois petistas com R$ 1,7 milhão para comprar o dossiê contra José Serra não envolveu apenas os "aloprados" já conhecidos do público.
Semanas antes do flagrante em São Paulo, houve reunião com mais de 20 pessoas para tratar do assunto em Brasília, aponta a investigação.Em busca da origem do dinheiro, a PF segue ainda outras pistas: ao menos parte dele teria vindo de "caixa próprio" do grupo chefiado pelo churrasqueiro Jorge Lorenzetti. "Há um braço financeiro na operação, que tinha caixa angariado junto a sindicatos e outras entidades", diz um envolvido na investigaç
Luis Bafo-deOnça

Folha de São Paulo - 27/10/2006
NELSON MOTTA
O bafo da onça
"Os companheiros", um belo filme de Mario Monicelli, levava as platéias ao delírio nos breves e turbulentos anos Jango, às vésperas do golpe de 64. Era um drama em estilo semidocumental sobre uma greve heróica dos primeiros sindicalistas italianos, no tempo da jornada de 16 horas. Vivido pelo jovem Marcello Mastroianni, o líder sindical era arrebatador: o público saía do cinema pronto a pegar em armas e marchar sobre a burguesia opressora. A rapaziada assistia diversas vezes, aplaudia entusiasticamente no final, jurava solidariedade eterna à classe operária.
Na mesma época, meu tio era procurador da Justiça do Trabalho e tinha entre suas funções representar o Ministério do Trabalho em eleições sindicais. De padeiros e pedreiros, de bancários e barbeiros. E sempre voltava com histórias sensacionais das brigas, dos golpes e tramóias, era puro faroeste. Uma vez contou, às gargalhadas, que a eleição tinha sido anulada porque, para evitar a derrota, os comunistas (ou a direita) tinham cortado a luz e fugido com a urna.
O maior valor de um sindicalista que mereça o respeito e a confiança dos companheiros que o elegeram é sua capacidade de conquistar, no papo ou no grito, o melhor para sua categoria. Lula é o maior de todos eles, virou um mito, chegou a presidente da República. Mas, primeiro, aprendeu a ganhar as ferozes eleições no sindicato, onde a onça bebe água e luta com unhas e dentes pelo poder e pela ascensão social.
É nessa dura escola que se formou e cresceu a elite sindical lulo-petista que está no governo. Talvez por isso trabalhem tanto pelos companheiros, a central e o partido -e tão pouco pelo país e pelos contribuintes que lhes pagam os salários. Nesse filme, Mastroianni é Lorenzetti.
Link para Folha de São Paulo: Assinantes
26 de out. de 2006
Vão-se os anéis, para salvar os dedos!
Uma investigação paralela ordenada por Lula sobre a compra do dossiê contra José Serra (PSDB) identifica Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT e ex-coordenador da campanha à reeleição, como responsável pela operação desastrosa, inclusive pela arrecadação dos recursos utilizados – R$ 1,7 milhão, e reconhece que o dinheiro era de caixa-dois.
Na avaliação de Lula, informa o Blog da Revista Época, Berzoini sabia que seus assessores Oswaldo Bargas e Jorge Lorenzetti negociavam o dossiê com a família Vedoin desde o início de agosto. Quando Luiz Antônio Vedoin estabeleceu os R$ 2 milhões como preço do material que comprometeria Serra, Bargas e Lorenzetti consultaram Berzoini. O ex-presidente do PT teria autorizado o recolhimento do dinheiro.
Lula foi informado das prisões de Gedimar Passos e Valdebran Padilha pela Polícia Federal às 13h da sexta-feira, 15 de setembro. Teria dito:
- P... De novo, não! -, lembrando o escândalo do delubioduto.
Na avaliação de dois ministros ouvidos pela revista, a candidatura de Lula não sofrerá revés por conta do escândalo, porque o dinheiro irregular não necessariamente foi entregue à campanha de Lula. Leia mais no site da Revista Época.
E o pagamento será feito em 4 anos!
Correio Braziliense 26/10/2006
Nadando em dinheiro
TSE autoriza Candidatos a presidente a aumentar teto de despesas nas campanhas. Juntos, os dois podem gastar até R$ 210 milhões
As novas regras previstas pela minirreforma eleitoral para baratear as campanhas presidenciais, como a proibição de brindes, outdoors e showmícios, parecem não ter surtido muito efeito na corrida ao Planalto. Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, quanto o candidato tucano, Geraldo Alckmin, conseguiram autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para elevarem as previsões de gasto máximo de suas campanhas por causa do segundo turno.
Nadando em dinheiroTSE autoriza Candidatos a presidente a aumentar teto de despesas nas campanhas. Juntos, os dois podem gastar até R$ 210 milhões
As novas regras previstas pela minirreforma eleitoral para baratear as campanhas presidenciais, como a proibição de brindes, outdoors e showmícios, parecem não ter surtido muito efeito na corrida ao Planalto. Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, quanto o candidato tucano, Geraldo Alckmin, conseguiram autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para elevarem as previsões de gasto máximo de suas campanhas por causa do segundo turno.
Com a decisão, Lula pode gastar até R$ 115 milhões — R$ 26 milhões a mais do que tinha previsto no primeiro turno. Já Alckmin elevou de R$ 85 milhões para R$ 95 milhões o limite máximo para suas despesas. Juntos chegam à marca milionária de R$ 210 milhões. Caso utilizem todo esse dinheiro, será a campanha mais cara dos últimos tempos. As quantias são muito superiores às declaradas em 2002.
Na ocasião, Lula estipulou um limite de gastos de R$ 36 milhões no primeiro turno. No segundo turno, conseguiu também a autorização do TSE para que o valor fosse alterado para R$ 48 milhões. Na hora de prestar contas, o PT disse ter gasto cerca de R$ 39 milhões. A campanha tucana à Presidência daquele ano estimou um teto bem mais alto, de R$ 60 milhões, e declarou ter gasto R$ 5 milhões a menos que seu concorrente. Se a comparação for com a eleição de 1998, a distância é ainda maior: Lula estimou em R$ 15 milhões o limite de despesas e gastou R$ 3,9 milhões. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que na época brigava pela reeleição, pretendeu gastar até R$ 73 milhões, e prestou contas de R$ 45,9 milhões.
Golpismo 2
Folha de São Paulo - 26/10/2006JANIO DE FREITAS
O vício resiste
Nas circunstâncias atuais, a pretensão de impeachment de Lula disfarça mal a idéia de um golpe branco
A SIMULTANEIDADE de eleição presidencial e caso dossiê trouxe de volta uma idéia que muitos diziam para sempre extinta na vida política brasileira. Não importa que esteja restrita a uma parte das eminências do PSDB, como a um pequeno grupo pefelista, e aparentemente a um ou outro meio de comunicação. Nem faz diferença que se apresente como um recurso de ordem judicial, amparado em preceitos legais.
Nas circunstâncias em que se apresenta, a pretensão de impeachment de Lula, mesmo no decorrer do previsto segundo mandato, disfarça mal a idéia de um golpe branco.É possível argumentar que as ações judiciais já entradas contra Lula nasceram das ocorrências do dossiê, e não do propósito de afastá-lo da Presidência. Os contra-argumentos não são escassos. A começar de que a idéia de impeachment emergiu, inclusive publicamente, antes de haver qualquer indício de comprometimento direto de Lula ou mesmo indireto, do seu gabinete, na história ainda inconvincente do dossiê.
O que Tasso Jereissati, Jorge Bornhausen, Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin apresentam como comprometimento são adulterações de certos fatos ou ficções de sua autoria. Como dizer, por exemplo, que se "o chefe-de-gabinete da Presidência telefonou a Jorge Lorenzetti para saber de informações, Lula sabia de tudo" (Tasso Jereissati, mas não só ele). Se ligou para saber do que se tratava, até prova em contrário, é porque nenhum dos dois sabia. O comprometimento de Lula, ou de alguém que o comprometa de fato, é possível como tantas outras possibilidades, inclusive a armação de oposicionistas, mas nada fundamentou tal hipótese, até agora. Fatos por fatos, a armação até se aparenta menos aérea.
No Estado de Israel, o presidente está em processo criminal, sob a acusação de violentar uma mulher e importunar, com propósito semelhante, outras nove ou dez. O primeiro-ministro Ehud Olmert, notabilizado pela investida militar no Líbano, está sob a acusação de colaborar para atos de corrupção. Nos Estados Unidos, é notório o envolvimento do vice-presidente Dick Chenney, acobertado por Bush, com empresas postas sob graves acusações de desvios que chegariam a US$ 1 bi, no Iraque. Todos esses casos levam, nos seus países, a falar de investigação (muito mais em Israel do que nos EUA) e, se couber, julgamentos judiciais. Em nenhum há ação judicial com objetivo de impeachment.
Por que, no Brasil, antes mesmo que a investigação ao menos progrida um pouco, e se livre de seus aspectos estranhos, políticos com grandes responsabilidades adotam, afoitos, a idéia e os passos iniciais para impeachment? Por que, se a essência desse movimento não se confundir com a idéia de golpe branco?"Lula não pode sair incólume dessa fraude", pregava anteontem o senador Tasso. "Não sair incólume" é uma expressão que não permite duas interpretações. No caso de um candidato à reeleição, é que não possa chegar ao segundo mandato. No caso de presidente eleito ou reeleito, a única maneira de "não sair incólume" é perder a Presidência.Pelo que se sabe do caso dossiê, a idéia de impeachment (ou de invalidação da candidatura) fica entre os desatinos. Mas revela bastante. Ou confirma.
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