Fragmentos: Dentro da noite veloz - Ferreira Gullar

A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre. A vida muda como a flor em fruto velozmente.
A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro da boca mas quando for tempo.
E é tempo todo o tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão.


24 de jul. de 2008

Grilos e Grileiros


Folha de São Paulo
Terra de grupo de Dantas é investigada no PA
Fazendas adquiridas pela Agropecuária Santa Bárbara Xinguara eram estatais e dependiam de autorização do governo, diz órgão

Áreas foram utilizadas para criação de gado, e não para colonização e extrativismo, como prevê lei; antigo dono e empresa negam acusações

Documentos a que a Folha teve acesso apontam que a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, do grupo Opportunity, de Daniel Dantas, comprou irregularmente cinco fazendas no sudeste do Pará.No total, as fazendas somam cerca de 23,5 mil hectares, custaram R$ 53,7 milhões e foram vendidas em setembro de 2005 por Benedito Mutran Filho, então um dos maiores proprietários rurais do Estado. Desse total, R$ 10 milhões foram pagos imediatamente, e o restante foi dividido em dez parcelas, ainda não quitadas.
O problema é que as fazendas eram aforadas -termo jurídico que, segundo a lei paraense, designa terras cedidas pelo Estado para colonização e produção extrativista. Como continuavam como propriedade estatal, elas só poderiam ter sido vendidas se a transação fosse previamente comunicada ao governo, que precisaria então chancelar ou negar em definitivo a compra. Isso não aconteceu, de acordo com José Héder Benatti, presidente do Iterpa (Instituto de Terras do Pará).
Segundo a empresa, que tem sede em Amparo (SP), e Mutran, porém, as aquisições foram regulares.O fazendeiro e a empresa -por meio de Carlos Rodemburg, ex-cunhado de Daniel Dantas- formalizaram o negócio com um contrato de "promessa de compra e venda irrevogável e irretratável" das áreas, que se concentram na região de Marabá. Três delas estão em Xinguara e as outras, em Eldorado do Carajás.

Quem te viu, quem te vê!

Jânio de Freitas - Folha de São Paulo

O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh está batendo na trave há muito tempo.Ainda quando Luiza Erundina era prefeita de São Paulo, Greenhalgh, segunda figura na administração, foi personagem central de uma denúncia de extorsão. Erundina, verificado o episódio sem dificuldade, decidiu demiti-lo, mas foi impedida pelo PT, Lula à frente. A prefeita não permitiu mais que Greenhalgh tivesse tarefa alguma, nem ao menos lhe dirigia a palavra.

Por ocasião do assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André, Greenhalgh faz apressada penetração no caso, com a qual proporcionou numerosas aparências de não ter como objetivo o esclarecimento do crime e seu motivo. Foi um caso com muitos indícios de extorsões e corrupção.No círculo central de atingidos, ou já atingidos, pela tal Operação Satiagraha, lá está Luiz Eduardo Greenhalgh, em variados papéis, para dizer o mínimo, de duvidosos métodos e finalidades. Desta vez, a bola bate na trave, mas parece fazê-lo pelo lado de dentro.
Comentário Pop: De advogado de presos políticos a lobista de curruptos!

Isso que é Planejamento de Longo Prazo e Assunto Estratégico!

Folha de São Paulo
Mesmo ministro, Mangabeira insistiu em ação contra a BrT
Filósofo só desiste de processar empresa controlada por fundos estatais 1 ano após posse. Acordo só saiu depois da interferência de Dantas, na negociação da fusão BrT-Oi; Mangabeira diz que instruiu retirada de ação em 2007

Só depois de um ano no governo, o ministro Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) desistiu, em maio passado, da ação judicial que movia contra a BrT (Brasil Telecom), controlada por fundos de pensões estatais. A informação, que aparece em e-mails interceptados pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, foi confirmada à Folha por Mangabeira e pela Brasil Telecom.
Os e-mails indicam que a desistência da ação era uma exigência do Opportunity, de Daniel Dantas, em um acerto feito diretamente com a BrT. Esse entendimento abriu caminho para a fusão da BrT com a Oi, acertada em abril. Dantas travava disputa com a BrT, que já havia controlado, e abandonou o jogo em um acordo estimado em US$ 1 bilhão.
O processo, movido por Mangabeira em abril de 2007, e a ligação dele com Dantas, causaram desconforto no governo e quase lhe custaram o cargo -que só assumiu em junho daquele ano. À época, Mangabeira afirmou que desistira da ação em nome do cargo.Por meio de sua assessoria de imprensa, ele disse que instruiu seus advogados a retirarem a ação no ano passado, antes de ele tomar posse, mas que a formalização só ocorreu em maio por conta das "negociações entre os envolvidos".

Charge - Angeli

Para onde vai nosso dinheiro!

Festas com dinheiro público
Convênios de R$ 1,84 milhão que deveriam ser destinados à qualificação profissional e campanhas contra a AIDS financiaram gastos em restaurantes em Florianópolis e hospedagem durante o carnaval no Rio

Conluio entre empresas, fraudes fiscais, jantares em restaurantes chiques. Tudo isso foi encontrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em seis convênios firmados por órgãos federais com o Instituto Treinar, em Santa Catarina. O dinheiro estava reservado para projetos de inclusão de jovens carentes no mercado de trabalho, qualificação de empregadas domésticas, combate à AIDS, mas acabou usado até na hospedagem em hotel fazenda no carnaval de 2006.


O TCU decidiu ontem abrir tomada de contas especial para apurar indícios de conluio em licitações na contratação do Instituto Treinar, para a execução de convênios no valor total de R$ 1,84 milhão. Auditoria do tribunal apurou que o instituto está qualificado como organização da sociedade civil de interesse público (Oscip). “Na prática, entretanto, a qualificação como Oscip tem o intuito de servir de fachada para as atividades empresariais de André Luiz Videira e seus familiares”, diz o relatório.


O TCU determinou que Videira apresente defesa ou recolha aos cofres públicos o valor total dos convênios. Na execução do projeto de qualificação de empregadas domésticas, foram repassados R$ 375 mil. Foram pagas despesas na Pizza na Pedra, na Avenida Beira Mar, e no Boteco da Ilha. No dia seguinte, um jantar no restaurante Ostradamus. No dia 15 de abril, despesa na lanchonete Bob´s, com direito a lanchinho TriKids. No item hospedagem, despesa no hotel fazenda Auberge Suisse, de Nova Friburgo, região serrana do Rio, em março. Pela data da nota fiscal, a hospedagem na região serrana do Rio ocorreu no carnaval.

E teste de honestidade, moralidade e ética, quem aplica?


Juiz impugna candidatos reprovados em teste de português
Do site do jornal Zero Hora

Doze candidatos a vereador e um a vice-prefeito de um município do sul de Minas Gerais tiveram suas candidaturas indeferidas após serem reprovados em um exame de língua portuguesa realizadas pelo juiz eleitoral local.

Os 13 candidatos são de Poço Fundo e todos, juntamente com os outros 47 candidatos, fizeram a prova, que não era obrigatória, após receber o convite do juiz Válter José Vieira.

As provas se resumiram a dois ditados. No primeiro, os candidatos tiveram que escrever:
"O ministro Gilmar Mendes soltou pela segunda vez Daniel Dantas". Nesta, 21 não foram bem. O juiz eleitoral resolveu, então, dar uma segunda chance. No novo ditado, os candidatos tiveram que escrever: "A realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral". Treze deles, porém, foram reprovados.
— Muito simples, um ditadozinho só. Não fiz nem matemática. Simplesmente não sabiam escrever — afirmou Vieira ao jornal "Regional 2ª Edição" da EPTV.

Comentário: Gilmar Mendes e Daniel Dantas já começaram a derrubar candidatos.

23 de jul. de 2008

Sátira completamente incorreta politicamente

Cartões Corporativos - Versão Hitlerista


Circula no território livre da Internet

Minc "mostra serviço" aos empreiteiros


Ibama concede licença prévia para construção de Angra 3
Com a licença, estatal que vai construir usina precisará cumprir mais 60 condições.Entre elas, está o monitoramento independente da radiação

O presidente do Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, assinou nesta quarta-feira (23) a licença prévia para a usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro. A licença diz que a construção é ambientalmente viável. No documento, há 60 condicionantes que devem ser cumpridas pela Eletronuclear, estatal responsável pela construção da usina.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, classificou na terça (22) as exigências como "brutais". Entre as exigências, estão o monitoramento indepentente da radiação, a solução para o armazenamento do lixo nuclear, a realização de obras de saneamento básico em Angra dos Reis e em Paraty e a "adoção" o Parque Nacional da Serra da Bocaina, no estado do Rio. Segundo a Eletronuclear, para que as obras tenham início, no entanto, ainda faltam a licença de instalação da usina, que deve ser concedida também pelo Ibama, e a de construção, de responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, as chuvas não vão atrapalhar as obras da usina, desde que a concretagem da base da obra seja feita a partir do mês de setembro. O custo estimado da construção de Angra 3 é de R$ 7,2 bilhões de reais, e a usina deve ficar pronta até 2014. Quando estiver em pleno funcionamento, serão gerados 1.400 megawatts de energia.

E a ex-Ministra Marina Silva o que tem a dizer?

Charge - Junião



Daniel Dantas e as coincidências

Para felicidade de Daniel Dantas

Lula reuniu-se com o Presidente do STF - Gilmar Mendes, Ministro da Justiça - Tarso Genro, Ministro da Defesa - Nelson Jobim, e após:

O Delegado da Policia Federal que presidia o inquérito da Operação Satiagraha foi afastado!

O Superintedente da Polícia Federal, o Juiz Federal responsável pelo processo e o Presidente do STF (que concedeu os habeas corpus a Daniel Dantas) entraram de férias!

O Senador Heráclito Fortes está solicitando a avocação do processo para o STF!

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!

Lista de Candidatos com "ficha suja"

Veja os candidatos a prefeito das Capitais, além de Maluf e Marta Suplicy, que estão na lista da AMB dos candidatos com a "ficha suja"


Clique no link abaixo:
Associação dos Magistrados do Brasil

Bandido deputado




A polícia do Rio prendeu, na madrugada desta terça (22), o deputado estadual Natalino Guimarães (DEM), na foto. Acusa-o de comandar uma milícia. A prisão de Natalino, recolhido a uma cela de Bangu 8, mobilizou três dezenas de policiais.

Cercaram a casa do deputado. Lá dentro, realizava-se o que a polícia chamou de “
reunião de milicianos”. Houve troca de tiros. Sete suspeitos conseguiram fugir. Outros seis foram às algemas. O deputado ‘demo’ e mais cinco. Entre eles dois PMs, um agente penitenciário e foragido da lei.

Chama-se Fábio Pereira de Oliveira o foragido alcançado pelos policiais. Levou um tiro na mão. Fabinho Gordo, como é conhecido, fazia a segurança do deputado preso. Natalino Guimarães é, ele próprio, um ex-policial. No último dia 11, fora expulso da corporação. Justamente porque, informou-se então, chefiava uma
milícia. Um irmão de Natalino, Jerônimo Guimarães, é vereador pelo PMDB. Policial aposentado, ele teve a pensão cassada pelo Estado. A polícia acusa Jerônimo de dividir o comando da milícia com o irmão Natalino.

Milícia é o apelido que os cariocas deram aos grupos paramilitares que vendem pseudoproteção nos morros cariocas. É uma espécie de neo-esquadrão da morte.

Comentário: Antes havia políticos bandidos, agora temos bandidos políticos

Charge - Amâncio


Quem te viu, quem te vê!

Folha de São Paulo
Zeca do PT é alvo de mais quatro ações

A Promotoria propôs mais quatro ações contra o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Agora são nove as ações cíveis sobre suposto esquema de desvio de verbas que, diz o Ministério Público, teria sido operado em sua gestão (1999-2006).
As ações dizem respeito a R$ 1,85 milhão em repasses do governo a quatro agências de publicidade. O valor teria servido para pagar serviços fictícios.

O inocente

Governador da BA diz desconhecer suposto lobby

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou que não tem nenhuma relação com as atividades profissionais do publicitário Guilherme Sodré Martins, o Guiga, que recebeu R$ 255 mil da Brasil Telecom em 2005, quando era controlada pelo Opportunity. Wagner se considera "um dos melhores amigos" de Martins, mas disse que a atuação profissional de ambos é "independente".

Reportagem da Folha mostrou que o pagamento a Martins aparece em auditoria feita em 2005 pelos novos controladores da BrT. Pelo documento, o serviço prestado "pode ser entendido como lobby". "Guilherme tem o trabalho dele, ele que terá que responder na Justiça. Do meu ponto de vista, não há preocupação pessoal ou de governo", diz Wagner.Martins foi investigado pela PF e apontado como suposto responsável por "contatos políticos" do banqueiro Daniel Dantas. Wagner diz desconhecer eventual lobby do amigo.



O governador passa a ser um dos candidatos ao Troféu Cara-de-Pau deste Blog

Cara de pau

Folha de São Paulo
Governo divulga nova explicação para dossiê

A mais nova versão do Palácio do Planalto para o dossiê anti-FHC atesta que, apesar de terem perdido o caráter sigiloso, os gastos da Presidência durante o segundo mandato do ex-presidente tucano não podem ser divulgados.
A publicidade de informações que dizem respeito à vida privada e à intimidade deve ser restrita a quem fez compras com dinheiro público, segundo o Gabinete de Segurança Institucional que, a pedido da Casa Civil, elaborou parecer de 20 páginas sobre o tema.
Para sustentar o argumento de que os gastos do ex-presidente e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso não podem ser divulgados na íntegra, o GSI evocou legislação de 2005, que estabeleceu prazos e critérios para a abertura dos arquivos da ditadura militar.
A lei definiu que documentos públicos que contenham informações relacionadas a intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas terão "acesso restrito à pessoa diretamente interessada ou, em se tratando de morto ou ausente, ao seu cônjuge, ascendentes ou descendentes".
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Tradução:
1ª versão - Não pode divulgar os gastos de Lula e da família
2ª versão - Não pode divulgar os gastos de Lula, mas pode de FCH e Dona Ruth
3ª versão - Não pode divulgar gastos de ninguém.
E quem vai pagar pela divulgação do Dossiê FHC?

Ação entre amigos

Painel - Folha de São Paulo
Só marola

Emissários da oposição já fizeram chegar ao Planalto a mensagem tranqüilizadora: descontada uma ou outra frase de efeito, PSDB e DEM nada farão para elevar a temperatura do caso Daniel Dantas. Pelo contrário.
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Comentário: Não mexe com meus corruptos que não mexo com os teus e vamos todos cirandar

22 de jul. de 2008

Dois pesos e duas medidas


"Acusado de roubar R$ 10 sai da cadeia após quatro meses por determinação do STJ"

Preso em flagrante desde março deste ano sob acusação de roubar R$ 10, um dependente químico de 20 anos de Boituva (121 km de SP) teve a liberdade concedida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). O rapaz foi preso durante uma briga também com outros dependentes de drogas.

A determinação é do presidente do STJ, ministro Humberto Gomes de Barros. O magistrado considerou que a decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) de manter o jovem preso não foi fundamentada. Para o ministro do STJ, a argumentação do TJ de que, solto, o jovem ameaçaria a ordem pública, não deve ser motivo para mantê-lo atrás das grades.
Segundo o STJ, Barros considerou ainda que o suposto roubo de R$ 10 'não agride drasticamente os valores sociais, quanto mais considerando a dependência química do jovem'. Ele entendeu que a manutenção da prisão não foi fundamentada pelo TJ, porque afirma genericamente que o preso ameaçaria a ordem pública.

A decisão pela liberdade também foi fundamentada pelo STJ tendo em vista que o rapaz é réu primário, reside na cidade em que o processo tramita e há jurisprudência do próprio STJ e do STF (Supremo Tribunal Federal) favorável à soltura em casos como o do jovem.


Enquanto isso o Daniel Dantas consegue Habeas Corpus em tempo recorde diretamente no STF!



Lista da AMB - Candidatos processados


Maluf e Marta Suplicy na "lista suja" da AMB


A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) acaba de divulgar em seu site os primeiros dados de lista contendo o nome de candidatos que respondem a processos na Justiça, os apelidados "ficha suja". A lista pode ser consultada no site da entidade: www.amb.com.br (devido ao excesso de tráfego, o site da AMB apresenta instabilidade).


Em São Paulo, apenas três nomes integram a lista: os candidatos Marta Suplicy (PT), Paulo Maluf (PP) e a vice na chapa do PP, Aline Corrêa. O UOL entrou em contato com as assessorias dos candidatos à Prefeitura de São Paulo e aguarda a manifestação sobre a publicação.


Marta Suplicy tem em seu nome ação penal relacionada à Lei de Licitações, no Fórum da Barra Funda (SP) e no STF (Supremo Tribunal Federal). Já Paulo Maluf possui em seu nome quatro ações penais que correm no Supremo, por crimes de responsabilidade e contra o sistema financeiro nacional, e três por improbidade administrativa na Fazenda Pública paulista, cujo teor não se tem acesso pelo site da AMB.


Aline Corrêa possui uma ação penal em curso no Supremo por crimes contra a paz pública, formação de quadrilha, crimes contra a fé pública, falsificação de documento e ocultação de bens.


A AMB informou nesta terça (22) que estas são as primeiras informações e, por enquanto, referem-se somente a candidatos a prefeito e vice-prefeito nas 26 capitais do país. Estes números já estão consolidados e somente serão alterados caso novos processos sejam abertos.

"A política está reduzida ao noticiário policial"


Em entrevista à revista eletrônica IHU On-Line, o professor Luiz Werneck Vianna fala sobre o caso Daniel Dantas e critica o recuo da política e sua redução a uma agenda policial. O pesquisador acredita que "os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso". E que a solução virá "com mais política" e não com menos. Para Werneck Vianna, o caso Dantas virou um "affair" midiático, com cortinas de fumaça.



Ao analisar os recentes episódios de corrupção no Brasil, a partir da prisão (ou da tentativa de) do banqueiro Daniel Dantas, o professor Luiz Werneck Vianna, do Iuperj, em entrevista concedida por telefone à revista eletrônica IHU On-Line, identifica apenas "o capitalismo operando". Para ele, o mal não está em figuras como a de Dantas ou de Eike Batista, "como se a sociedade fosse melhorar se nos livrássemos delas".


Ele garante: "Não vai melhorar. A sociedade vai melhorar se organizando em torno das suas questões centrais", que são, na sua opinião, o crescimento econômico, a reforma agrária e a democratização da propriedade. O pesquisador acredita que "os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso". E que a solução virá "com mais política". "O que constatamos, ao longo desse episódio, é que a política recua. Não há política. Está faltando sociedade organizada, reflexiva. A política está reduzida ao noticiário policial", explica.


Werneck Vianna é professor pesquisador do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo, é autor de, entre outros, A revolução passiva: iberismo e americanismo no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1997), A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (Belo Horizonte: UFMG, 2002).


 
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